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domingo, 26 de abril de 2020

Lançado o Guix 1.1.0

O sistema operacional mais avançado do mundo ganhou sua primeira grande atualização depois do lançamento da sua "versão final" (1.0.1). Com a versão 1.1.0 o Guix System ganha uma nova imagem ISO, dessa vez de 562MB compactado em um arquivo .XZ. Mas ao gravar no meu Pen Drive, o instalador continua com os mais de 1,4 GB so que dessa vez, em uma única partição. Não é só a construção do instalador que mudou.



O Guix é um gereniciador de sistemas GNU, ou seja, ele instala pacotes mas também configura o seu sistema operacional e te auxilia no desenvonvimento de software. O desempenho nessas operações melhorou bastante após eu atualizar meu Guix (guix pull | sudo guix -E system reconfigure /etc/config.scm). Eu atualizei alguns pacotes e instalei outros (pinball), e pude notar uma grande diferença. Lùdovics, o desenvolvedor principal do Guix e do Guile, disse que o Guile 3.0 traria um enorme ganho de desenpenho ao adcionar uma nova ferramenta para os demais recursos do Guix com as próximas atualizações do Guile 3.0.x. Talvez seja isso. Mas o mais importante notar é que, meu Guix teve um ganho bastante grande, então quem estiver pensando em uma instalação limpa, pode tirar essa ideia da cabeça porque não será preciso (sou novo nessa história de rolling release).

Aproveitando o parágrafo anterior, o desenvolvedor disse ter feito alterações no instalador gráfico, eu não testei mas há um vídeo pra você dá uma conferida. Pelo que eu vi, parece que ele acrescentou a tela de criação de uma tabela de partição, muito útil para quem quer uma instalação sem surpresas desagradaveis no EFI (Aconteceu comigo mas agora está tudo bem e com o sistema EFI).

Eu havia ficado muito tempo sem atualizar meu Sistema Guix, a última havia sido em janeiro de 2020, então não sei quanto de download é necessário. No meu caso foram cerca de 600MB e o tempo sem atualizar serviu para testar esse aspecto do Guix.

Bugs


Ainda em janeiro eu tive um problema com o GDM, eu precisava usar o comando "kill" para matá-lo e o gdm era reiniciado com sucesso para que eu entrasse no ambiente gráfico, XFCE ou Gnome. Durante esse tempo eu cancei de ver as mensagens de erro do ntpd. 3 meses sem atualizações depois eu atualizei para o Guix 1.1.0 e esse dois problemas foram completamente sanados. É muito bom ver o ntpd dando aquelas 4 mensagem de sucesso, e melhor ainda não ter mais que usar o "kill".

Conclusão


O sistema Guix está me surpreendendo muito. É o sistema mais generoso em todos os sentidos. Simples mas sofisticado, lotado de recursos e uma equipe de desenvolvimento excelente. É muito bom ver que as atualizações do sistema funcionam de forma impecável nas mais variadas situações, o oposto do que acontesse com o Windows e eu digo isso por experiencia própria, no Windows 7/8/10. Se você quer mudar para um sistema livre, instale o GNU Guix agora.

http://fsf.org/ (Não se esqueça de fazer uma doação)
https://www.gnu.org/

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Trisquel GNU/Linux

Depois de ler o livro “Software Livre A luta pela liberdade do conhecimento”, lançado em março de 2004 pela editora Fundação Perseu Abramo e escrito por Sérgio Amadeu da Silveira, resolvi ler a entrevista de Richard Stallman e Brian Gouth na edição de aniversário de 1 ano da revista “espírito livre”, número 013 de Abril de 2010. Em 6 meses de muita pesquisa relacionada ao software livre, minha visão de tecnologia e informação ficou muito mais aberta.

Nos primeiros meses desse período redescobrir os sítios gnu.org e fsf.org e que o projeto GNU tinha uma lista de distribuições recomendáveis para se usar. Depois me dediquei a ler o máximo de páginas que o sítio gnu.org disponibilizou em português. GNU Hurd, GNU Guile, GNU Shepherd, GNU jogos, um universo de informações totalmente novas dentro do GNU GSRC mostra que o projeto GNU é muito mais generoso que os sítios do Ubuntu que se limitam apenas a soluções técnicas e o Debian que deixa tudo muito sobrecarregado e disperso. Agora eu já tenho impresso minhas leituras favoritas do gnu.org.

Nos últimos meses eu já tinha informações sobre o Linux-libre, o que é “blobs” e como a batalha pela liberdade estava mais adiantado do que eu poderia sequer imaginar. Tenho que dizer que eu suspeitava por anos e depois a falha nos processadores da Intel a nivel de hardware, que teve uma repercussão considerável, foi um empurrão a mais (não me pergunte sobre a linha temporal). Sei que seis meses parece muito tempo pra uma pessoa experiente no mundo Linux, migrar para o mundo GNU, mas o país (Brasil) em 2018 está em grave crise e não tenho acesso frequente a internet banda larga.


Na primeira oportunidade que tive, baixei quatro distribuições GNU/Linux. Trisquel, PureOS, GuixSD e gNewSense. Por problemas que tive (gNewSense não tinha drivers para minha placa Wifi, o PureOS não tinha nenhum jogo instalado e o GuixSD inicializava em modo texto) e pela semelhança com o sistema que eu já usava, o Ubuntu, eu escolhi o Trisquel.

Nenhum arrependimento até agora, pelo contrário. O Trisquel me pareceu mais profissional do que o Ubuntu, afinal, por ser 100% livre, a ideia de confiabilidade pareceu bastante lógica. O Trisquel utiliza o Linux-libre, portanto sem risco de se tornar refém de “blobs”. E os responsáveis se comprometeram a não disponibilizar nenhum pacote não-livre em seus repositórios, diferente do “snap” do Ubuntu.

A melhor parte do Trisquel 8.0 é o seu ambiente gráfico, o MATE. Esse é o gnome 2.0 sob nova direção. A aparencia é de KDE, mas logo que se aprofunda fica claro de que é o MATE. E como é bom esse desktop. Sua flexibilidade lembra o ponto alto do KDE 3.5, a ponto de adicionar o executável do Blender que eu tinha ao menu. Nem preciso instalá-lo mais. E nem havia percebido a falta que os applets fizeram a mim. Finanças, notas e temperaturas, se tivesse espaço no painel do MATE colocaria mais.

O único problema que tive não foi com o Trisquel, mas com o UEFI. O sistema funcionou perfeitamente. Sem nenhum bug bobo. Apesar de parecer se distanciar de um sistema avançado ao usar o MATE ao invés do Gnome Shell (que é usado pelo gNewSense, PureOS e GuixSD), o ambiente funciona de forma impecável, mais do que o Gnome Shell no Gubuntu 16.04. Então não há como dizer que houve o ambiente é ultrapassado. Há ainda os sistemas Dragora, Dynebolic, Music, Parabola e o Ututo S, mais no final achei minha escolha para descarregar a melhor.

dd Permissão negada: inicializador GNU no Pen Drive


Várias vezes eu tentei criar um USB bootável do Ubuntu via linha de comando, utilizando o “dd”. As instruções eram claras, colocar a imagem ISO do sistema operacional no Pen Drive (dd if=tails-i386-2.6.iso of=/dev/sdb1 bs=1M). Porém esse comando nunca funcionou. Agora no entanto eu descobrir a razão disso.

Descobrir isso quando eu decidi migrar do Ubuntu para um sistema completamente livre. Inicialmente, aescolha do sistema foi o Trisquel por problemas no UEFI que eu desconheço que impediam o gNewSense e o PureOS de inicializar. O GuixSD inicializou apenas no modo texto. Depois, vendo que o Trisquel apesar de inicializar no modo EFI, eu não conseguia instalar o grub (para instalar no modo UEFI eu teria que clicar no disco (/dev/sda) e criar uma “nova tabela de partição”. Isso apagaria minha partição /home, então tive que instalar no modo LEGACY. Estranho o EFI ser compativel com seu antecessor, mas não consigo mesmo). Tentei umas 4 o 5 vezes, torcendo para que meu único Pen Drive de 4GB não parasse de funcionar como costumava acontecer. Mesmo no modo LEGACY, eu mantive a decisão de usar o Trisquel pela semelhança com o Ubuntu que me deu uma segurança de reaproveitar a partição /home sem formatá-lo.

Qual o problema?


O problema é que para criar o USB inicializável do Trisquel era preciso ter permissão de root, mas não da maneira tradicional. Então ao invés de usar o “sudo” para executar a operação, nós vamos acessar a permissão de root e depois, executar a operação. Descoberto isso, eu decidir usar o “cat” no lugar do “dd” que também permite o mesmo processo. Então:

$ sudo -s

# cat trisquel_8.0_amd64.iso > /dev/sdb


Pronto! Agora você tem um Pen Drive com o Trisquel para você instalar em seu computador para também ser livre de verdade. E não se esqueca de atualizar seu sistema quando se conectar com a internet e depois adicione o PPA do GNU para ter apenas pacotes 100% livres. O Trisquel já se comprometeu a manter apenas pacotes livres em seu repositório, mas não há todos os pacote do projeto GNU.


Assim como no EFI, o Trisquel permite a criação de uma partição de boot no modo LEGACY que pode ser identificado no “Parted” como “bios_boot”. Use-o, eu costumava criar uma partição /boot que, com a evolução do sistema GNU/Linux, a atualização do kernel passava a ocupar essa partição inteira impedindo novas atualizações do sistema. No particionamento avançado do instalador, ao selecionar o tipo de partição você poderá escolhê-lo em uma partição a parte (escolha o tamanho de 3 ou 4 GB) antes de criar a partição / e /home. Se escolher o particionamento automatizado não precisará se preocupar é claro, mas não foi o meu caso que queria reaproveitar minha partição /home.

Truque para aumentar o desempenho do Windows sem instalar apps que podem ser vírus.

Queria ter um artigo "Tecnologia Hoje parte 4: Editores de textos no Android" pra postar aqui, mas não encontrei um editor de text...