No carnaval a Vivo faz a primeira palhaçada.

Todo mundo sabe como são as operadoras de telefonia, elas acham que tem o direito de ser a única empresa a dizer que o cliente não tem razão. Em plena semana de carnaval a operadora Vivo decidiu acabar com a redução de velocidade da internet para pacotes de 40MB. O suporte da operadora havia me colocado nesse pacote sem a minha permissão depois que o pacote normal "deu problema". Esse pacote mantinha a minha internet reduzida por 7 dias, agora, minha internet fica bloqueada por 7 dias, mesmo que eu tenha crédito para usar.

É exatamente isso que os leitores estão pensando, a operadora está me obrigando a contratar uma dessas internet 3G pós. Imagine ainda que elas tem orgulho de fazer o que fazem. Talvez essas empresas tenham problemas para manter uma conexão 3G pré pago, mas se não sabem como fazer, não ofereçam o serviço.

É até uma tremenda cara de pau que as empresas de telecomunicação, e alguns políticos como Eduardo Cunha do PMDB, achem que tem o direito de exigir a não aprovação do Marco Civil da Internet, apenas alegando que precisam de toda liberdade pra fazer o que quiserem. No final a lei foi aprovada, com a minha torcida, e as operadoras agora tem limites. Não vão podem vender as informações de seus clientes e nem decidir o preço. E quem tiver algum problema, o governo federal lançou o portal consumidor.gov.br, que você pode colocar a reclamação direto no PROCON pela internet.

É carnaval, e por mais que alguns queiram proteger o que chamam de liberdade econômica condenando qualquer político alegando que "político não presta", foi justamente do poder econômico, da elite, que veio a primeira palhaçada.

A Oi foi condenada, por espionagem para evitar concorrência, a pagar R$26,6 milhões.

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